O que é FI·GI·ÊNCIA e por que esse conceito está redefinindo os negócios de vinho
Se você está no mercado de vinhos há algum tempo, você provavelmente já percebeu que o jogo mudou. E não foi uma mudança pequena, foi uma mudança estrutural, daquelas que mudam completamente a forma como um negócio cresce, se posiciona e, principalmente, gera resultado.
Para entender o que é Figiência de verdade, eu gosto sempre de voltar um pouco no tempo, porque isso ajuda a clarear muito o cenário atual.
Durante muitos anos, o mercado de vinhos foi extremamente segmentado. Existiam as adegas, que basicamente vendiam garrafa no ponto físico. Existiam os e-commerces, que começaram a surgir com mais força, mas muito focados em preço, promoção e, em alguns casos, clubes de assinatura. E existia também o canal de consumo, que era o bar e o restaurante, com uma lógica completamente diferente de operação.
Ou seja, eram três mundos separados. Cada um com sua estratégia, seu modelo e pouca integração entre eles.
Eu acompanhei esse ciclo de perto. Estou há mais de 22 anos no mercado de vinhos, tive formação internacional em Wine Business na França, formação em marketing e gestão, mas sendo muito direto, a minha principal escola foi a prática. Foi estar dentro das operações, vendo negócios crescerem, travarem, se reinventarem e entendendo, no dia a dia, o que realmente funciona.
Durante muito tempo, esse modelo segmentado funcionou. Só que ele começou a ficar limitado. Principalmente a partir de 2010, começou a surgir um movimento muito interessante com o crescimento dos bares de vinho. Esses espaços já traziam algo diferente, porque não vendiam apenas produto, mas começavam a trabalhar experiência, relacionamento e educação do cliente. Mesmo assim, ainda era tudo relativamente separado.
A grande virada aconteceu quando o comportamento do consumidor mudou de forma mais intensa, especialmente após a pandemia. O cliente ficou mais digital, mais exigente, mais imediatista, mas ao mesmo tempo mais consciente. Ele quer viver o vinho, entender o que está consumindo, ter segurança na escolha, mas também quer praticidade, quer resolver rápido, quer comprar pelo celular e receber com agilidade.
Foi nesse contexto que nasceu o conceito de Figiência
Figiência é, na prática, a integração entre físico, digital e experiência dentro de um mesmo negócio. Não como um conceito teórico, mas como um modelo de operação. Esse conceito não surgiu de um estudo isolado, ele nasceu dentro das nossas consultorias, dentro das operações que acompanhamos, ao perceber que os negócios que cresciam de forma consistente eram justamente aqueles que conseguiam integrar essas três frentes.
Hoje, uma operação de vinho não pode mais ser apenas uma adega, apenas um e-commerce ou apenas um bar. Ela precisa ser um modelo híbrido.
Uma loja pode e deve:
- vender garrafa
- operar como bar de vinhos
- realizar eventos
- promover cursos
- atuar no digital
- vender pelo e-commerce
- se relacionar com o cliente pelo WhatsApp e pelas redes sociais
Não é sobre fazer tudo de forma desorganizada, mas sim sobre integrar essas estratégias de forma inteligente.
E quando isso acontece, algo muito importante muda dentro do negócio. O digital começa a diluir o custo operacional do físico, a loja deixa de depender apenas do fluxo local, o estoque passa a girar melhor e o negócio ganha escala sem necessariamente aumentar a estrutura na mesma proporção.
Outro ponto que ainda gera muita confusão é o entendimento de experiência. Muitas pessoas ainda associam experiência apenas a eventos ou degustações, mas isso é só uma parte da história. A experiência começa muito antes do cliente entrar na loja, ela começa no anúncio, na forma como você se comunica, na curadoria que você apresenta. Ela continua no atendimento, na conversa, na recomendação e segue depois da venda, no relacionamento, no pós-venda e na recompra. Ou seja, experiência não é um momento, é a jornada inteira.
Quando essa jornada está bem estruturada e conectada com o físico e o digital, o negócio muda completamente de nível. Ele passa a atrair melhor, porque se posiciona de forma mais clara. Passa a converter melhor, porque tem processo, curadoria e estratégia. E principalmente, passa a reter melhor, porque constrói relacionamento.
Na prática, isso significa sair de um modelo baseado em fluxo e preço para um modelo baseado em base de clientes e valor percebido. E isso muda completamente o resultado do negócio.
O mais interessante é que esse movimento não é uma tendência passageira. Ele está diretamente ligado ao novo comportamento do consumidor. Hoje, as pessoas estão consumindo de forma mais consciente, bebendo menos, mas bebendo melhor, buscando mais qualidade, mais experiência e mais conexão com o produto. E dentro desse cenário, o vinho se posiciona muito bem, justamente por carregar esse lado mais social, mais contemplativo e mais ligado ao estilo de vida.
A Figiência surge exatamente como a resposta a esse novo momento do mercado. Ela não substitui o que já existe, mas integra e potencializa. Ela organiza o negócio para que ele consiga crescer com mais margem, mais previsibilidade e mais consistência.
Se você hoje ainda opera apenas com um canal ou com estratégias desconectadas, é muito provável que já tenha sentido que poderia estar vendendo mais e melhor. E, na maioria das vezes, o problema não está no produto ou no mercado, mas no modelo de operação.
A boa notícia é que isso pode ser estruturado
Se você quer entender como aplicar a Figiência no seu negócio, enxergar onde estão os gargalos e como evoluir de forma prática, o primeiro passo é ter clareza do cenário atual.
Por isso, aplique para o Diagnóstico 360.
É ali que a gente analisa o seu negócio de forma individual, entende o momento que você está e te mostra, de forma estratégica, como implementar esse modelo na prática.
Porque o mercado não parou.
Ele evoluiu.
E a Figiência é a forma de acompanhar essa evolução.
E clareza começa com diagnóstico.
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